
Poema "Cinco", de José Lino Grünewald
Cinco
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c i n c o
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.O Poema "Cinco", de José Lino Grünewald, é um exemplo de Poema Concreto, ou de Poesia Concreta, exemplar.
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No poema concreto Cinco, José Lino Grünewald (1931-2000) faz uma grande brincadeira entre os números e as letras do alfabeto.
O Poeta chama a atenção para os signos numéricos e para o número de letras que compõe a palavra cinco que, neste caso, curiosamente coincidem: A palavra cinco possui também cinco letras.
Convém sublinhar a forma como a criação é disposta na página, no formato de escada. A geração concretista se preocupou bastante com a questão gráfica, por isso a distribuição das palavras na folha de papel se dá de forma inovadora.
Os poetas concretos, de modo geral, tiraram proveito do espaço branco da página imprimindo significado à disposição do texto. Essa geração trouxe ao leitor a necessidade de também saber interpretar os espaços vazios da página como um elemento significativo na criação poética.
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O Concretismo surgiu em meados dos anos 50 no Brasil. A exposição de Poesia Concreta no MASP (inaugurada no dia 4 de dezembro de 1956) foi destaque na cena artística da época.
A mostra foi criada por Augusto de Campos, Décio Pignatari, Ronaldo Azeredo, Ferreira Gullar e Wladimir Dias Pino.
Os concretistas aspiravam uma nova literatura, uma nova arte, baseada no experimentalismo. Rompendo com versos longos e discursivos, os poetas apostaram na concisão, no rigor e na precisão ao criarem poesias visuais com imagens que possibilitavam múltiplas leituras.
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Os poetas concretos, representados aqui por Augusto de Campos (1931), foram em busca de uma nova linguagem,capaz de provocar o leitor e tirá-lo da sua zona de conforto.
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Revisão por Laura Aidar
Arte-educadora, artista visual e fotógrafa. Licenciada em Educação Artística pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) e formada em Fotografia pela Escola Panamericana de Arte e Design.
Edição por Rebeca Fuks
Formada em Letras pela PUC-RJ
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