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Supermercados vão fechar aos domingos a partir do mês que vem; veja onde. Projeto se inspira em países europeus onde comércio não funciona aos domingos

 

 

Por Carol Neves 

 

Publicado em 5 de fevereiro de 2026 às 06:02

 

 

Um acordo entre representantes do comércio e dos trabalhadores prevê mudanças no funcionamento de supermercados e atacados ao longo de 2026. A decisão inclui o fechamento das lojas aos domingos por um período determinado, além de reajuste salarial e a criação de um novo benefício para a categoria, medida que, por enquanto, vale apenas em uma unidade da federação.

 

As regras se aplicam aos supermercados do Espírito Santo, que deverão permanecer fechados aos domingos entre 1º de março e 31 de outubro de 2026. O entendimento foi firmado em dezembro de 2025 entre a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio-ES) e o Sindicato dos Comerciários. Após esse período, a norma voltará a ser debatida dentro da Convenção Coletiva de Trabalho.

 

A proposta é tratada como um projeto piloto e segue modelos já adotados em países europeus, onde parte do comércio não funciona aos domingos. A mudança no Espírito Santo acontece em meio a debates sobre o fim da escala 6x1 no Brasil. Um projeto que prevê a redução na carga de trabalho para 36 horas semanais foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça, mas ainda precisa ser votado no Senado e na Câmara dos Deputados, além da sanção presidencial.

 

A restrição não atinge todo o setor varejista. Os shoppings centers continuarão operando normalmente aos domingos e feriados em todo o estado, sem qualquer mudança nos horários de atendimento.

 

Antes do início da nova regra, houve uma exceção durante a alta temporada: ao longo do verão 2025/2026, os supermercados seguiram autorizados a abrir aos domingos para atender ao aumento da demanda.

 

Embora a Convenção Coletiva tenha validade até 2027, cláusulas específicas - como a que trata do trabalho aos domingos - podem ser revistas a qualquer momento, desde que haja negociação entre empresas e trabalhadores.

 

O acordo também trouxe ganhos financeiros para os empregados do setor. Ficou estabelecido o pagamento de auxílio-alimentação mensal de R$ 150 e reajuste salarial de 7%, elevando o piso da categoria para R$ 1.650.

 

 

 

 

 

Cláudio Carvalho Fernandes, Carol Neves e Correio da Bahia
Enviado por Cláudio Carvalho Fernandes em 06/02/2026
Alterado em 06/02/2026
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