

E(o)u, (o)(o) t(eu) a-teu,
que a teu ser venero,
saber que te perdi para sempre
para um cristão
me faz acreditar
na poesia
da dor,
eu, que abomino a dor a são
e salvo (ou tento salvar)
o prazer pra ser mais
ou menos que tudo absoluto
ab sou Só
luto
pela vida
minha
em ti, em nós, em todos
os instantes
próximos O(u)L D-I(N)-st-a(-R+)ntes
seguindo cada segundo diminuto
au(li)mento a-penas
mais ainda, linda lenda,
minha admiração por ti
parte da própria vi(n)dA ida...
Teresina (PIauí), 26 de agosto de 2021,
às 03h13min
© Cláudio Carvalho Fernandes 2021-2025.





