Por Maria Martins
A mídia tem retratado negativamente a economia do Brasil em 2025, destacando a alta da inflação em alimentos, queda na produtividade e aumento dos gastos públicos. Critica a elevação de medidas como o IOF e a redução nos lucros das empresas. Sugere um cenário de instabilidade econômica. A narrativa, porém, desconsidera avanços estruturais e sociais em curso.
Na verdade, o argumento contrário à narrativa da mídia e em defesa do governo Lula é muito mais racional e confiável. A leitura que parte da mídia faz ignora ou distorce avanços concretos obtidos pelo governo Lula desde o início de seu mandato em 2023. Embora a inflação tenha apresentado oscilações, ela ocorreu em um contexto de recomposição do poder de compra da população. O crescimento da renda real, em muitos casos acima da inflação, representa um alívio para as famílias, especialmente as de menor renda, que voltaram a consumir e movimentar a economia. O aumento do gasto público deve ser compreendido como política ativa de investimento social e infraestrutura, com foco em educação, saúde e transição energética. Tais investimentos têm efeitos multiplicadores importantes para a economia, mesmo que seus resultados não sejam imediatos. A alegada queda de produtividade é consequência esperada de um modelo econômico que busca incluir mais pessoas no mercado de trabalho formal, mesmo em setores com menor tecnologia. No longo prazo, esse processo tende a ampliar a base produtiva nacional. Quanto ao IOF, a elevação em determinadas operações é uma medida pontual acertada para regulação macroeconômica, não um sinal de colapso fiscal. Comparar este momento com o período do genocida é desproporcional. Na era Bol5on4ro, o Brasil enfrentou grave desorganização institucional, negligência no enfrentamento da pandemia, aumento exponencial da fome, cortes em áreas essenciais e políticas econômicas que privilegiaram o setor financeiro em detrimento do bem-estar social. Em contraste, o governo Lula tem buscado, de fato, reconstruir instituições democráticas, fortalecer políticas públicas e promover uma reindustrialização verde e digital, ainda que enfrentando resistências e um cenário global complexo...