

Belchior foi/era um genial nordestino injustiçado, muito injustiçado, pois merecia muito mais do que teve e se manteve sempre sóbrio e lúcido sobre as realidades do Brasil e do mundo, além da Poesia. Era/foi um P(r)o(f)eta que disse/dizia o que seria, o que já se foi e o que ainda será. Seus discos contêm o maior número possível de pérolas poéticas num só lugar, com cada música parecendo ser ainda muito melhor do que as outras mas sua densidade poética se concentrava na homogeneidade da qualidade literária e estética dos seus Poemas-Letras surpreendentes e muito acima das médias de bons compositores, letristas e Poetas do novo, da vanguarda contínua crescente, da mudança sempre.
